O Sagrado Progressismo, ou, A crítica para uma autocrítica crítica

Por Vitor Ferreira

Vamos começar afirmando aquilo que deveria ser óbvio, mas aparentemente, não é. Capitalismo é crise! Não há capitalismo sem crise, ainda que as crises possam ser classificadas em crises cíclicas e crises sistêmicas, mas ambas, são crises do Capital e, nos interessa aqui apontar dentro dos processos históricos dessas crises, qual é o posicionamento histórico das organizações das classes dominantes.

A primeira crise sistêmica ocorre em 1873, tendo como cenário principal a Europa e se prolongou por 23 anos, marcada por uma depressão de mais de duas décadas, ela só se encerrou em 1896, com a intensificação da dominação colonial e da partilha do mundo entre as potencias capitalistas; no período seguinte, as contradições do processo de acumulação de capital levam a crise da necessidade de expansão territorial, de transferência de capitais e o próprio desenvolvimento das burguesias nacionais. Se no período anterior as classes dominantes radicalizam a exploração colonial para conter a crise, nesse período, os capitalistas e suas organizações radicalizam novamente em meio à crise, dessa vez na direção da Primeira Guerra Mundial, ou o que chamamos de Guerra Inter-imperialista.

A segunda crise sistêmica que o capitalismo experimentou explodiu em 1929 e, como sabemos, foi catastrófica, deixando miseráveis e mortos de fome dentro do próprio império estadunidense; como a intensificação colonial passada, a transferência de capitais e o desenvolvimento do sistema imperialista como nova fase do capitalismo, essa crise não teve por espaço apenas uma região geopolítica determinada, mas sim todo o globo. Novamente, como responderam os capitalistas e suas organizações perante a crise? A resposta foi radicalizar! Levar a crise ao âmbito do conflito militar e de uma nova tentativa de partilha do mundo por potencias atrasadas na exploração colonial, como no caso de Alemanha e Itália. Com o fim da Segunda Guerra o Capital vivenciou um período de crise política com a consolidação do campo Socialista e mais uma vez, sua saída dessa situação foi radicalizar, para além da Guerra Fria, foi necessário que as classes dominantes promovessem uma série de golpes militares na América Latina. Com a derrota histórica do bloco socialista, logo em seguida da derrubada da URSS, vemos a crise do petróleo na década de 1990 e, a resposta para essa crise, foi o estabelecimento da política neoliberal por todo globo e a invasão militar dos EUA no Afeganistão como região estratégica de disputa por petróleo e recursos no Oriente Médio.

Por fim, chegamos em 2008, uma nova crise sistêmica como as de 1873 e 1929 e, assim como ambas, tem uma longa duração e desdobramentos econômicos, políticos e militares. A resposta das classes dominantes e suas organizações? Radicalizar a conjuntura! Intensificação do neoliberalismo, retirada histórica de direitos básicos da classe trabalhadora em todo mundo, precarização das formas de trabalho, financiamento de partidos de extrema-direita, financiamento de organizações neonazistas, novos golpes jurídicos-políticos pela América Latina e Oriente Médio e, por fim, o avanço militar da OTAN e o germe de uma nova Guerra Mundial ou, Inter-imperialista expresso no conflito da Ucrânia.

Como vemos e vivemos, não importa qual o período histórico, não importa as motivações, sempre há uma crise do Capital e sempre a resposta dos capitalistas e suas organizações: radicalizar! Levar miséria e guerra para as classes trabalhadoras. Então como deveríamos responder a isso? Vejamos qual a resposta, o que pensam os sagrados progressistas do Brasil, aqueles que são incriticáveis, mais realistas que a realidade, mais pragmáticos que o pragmatismo e mais progressistas que progresso do mundo.

Lembro-me que em 2018, depois e ainda dentro da crise econômica de 2008, do golpe na Presidente Dilma, da perseguição a Lula, da austeridade fiscal e do desmonte de Michel Temer, ou seja, diversos tipos de demonstrações claras da ofensiva capitalista, as discussões de PSOL, PCdoB e PT, os partidos com maior influência eleitoral na esquerda, os progressistas, era resumido num grande consenso de que, Geraldo Alckmin era o grande adversário a ser derrotado na disputa presidencial para que o país retornasse a estabilidade. Alckmin era considerado então, um perigo para o progressismo brasileiro e, por isso, até as vésperas da eleição, o clima era de campanha contra o tucano. Geraldo sempre foi um quadro orgânico do PSDB, um partido orgânico da classe dominante brasileira. A questão aqui, não é a mobilização das bases militantes e não-militantes que absorveram a ideia nas eleições de 2018, de Alckmin tendo toda essa força e que o colocava como adversário principal da esquerda. O fundamental é discutirmos a orientação dos dirigentes partidários das três maiores forças de esquerda do país, que chegarem a essa falsa conclusão por excluírem da análise, a luta de classes e a radicalização que o atual período exige da nossa classe.

A necessidade de debatermos isso é atual, para que as decisões que forem tomadas, sejam tomadas a partir da totalidade das coisas em movimento e não de momentos pontuais e neste caso, em torno das figuras que representam os capitalistas brasileiros, seja Bolsonaro, seja Alckmin. Para isso, a crítica radical e a organização radical do povo trabalhador! A crítica é, antes de tudo, um instrumento de enfrentamento daquilo que não condiz com a realidade, que tenta moldar a realidade ao seu desejo próprio ou ainda, apenas falsear a realidade. Através da crítica temos possibilidades de formulações para saídas concretas. Por isso, criticar aqueles que estiveram quatro anos atrás, descolados da vida do povo trabalhador e do processo histórico, não só pela famosa ausência do trabalho de base, mas desde o mais simples, ouvir o que se pensava, saber o que se sentia nas ruas do nosso país, faz-se necessário esse confronto. E se faz, por nesse momento vermos São Lula o incriticável, dando sua benção ao filho pródigo, Geraldo Alckmin, que nunca esteve e nunca estará arrependido de servir ao Capital e, se isso de fato se concretizar, ao que tudo indica, temos o PCdoB já dando o seu amém e PSOL, que se encontra orando para que isso não aconteça (em especial nas representações de São Arcary o mais realista que a realidade e São Juliano Medeiros o mais progressista que o progresso, ambos já se preparando para a penitência.

Mais uma vez, há uma tentativa de subordinar a luta de classes ao cenário eleitoral, o que exclui do jogo, todo o sentimento do povo em relação a simples possibilidade de Geraldo vir compor uma chapa com a esquerda e que uma vitória histórica da classe trabalhadora, exige uma derrota histórica da classe dominante, por todos os meios necessários. Querem esquecer os crimes do verão passado, querem apagar da memória, um inimigo de classe que utilizou de todo aparato estatal brasileiro para favorecer o interesse dos ricos por décadas. Uma tentativa de um novo pacto de esquecimento, a redenção de quem nunca buscou se redimir. Não é à toa que nas últimas semanas Lula tenha estagnado nas pesquisas e Bolsonaro esteja subindo. Se em 2014 a campanha de Dilma representava o progressismo com o slogan “Muda Mais” e em 2018 a candidatura de Guilherme Boulos “a nova esquerda”, o que vemos nas entrelinhas como slogan de 2022, o que vai unificar o progressismo é o “Concilia Mais”, em resposta a radicalidade da extrema direita “a ordem e o progressismo”. Enquanto Bolsonaro com sua rede de mentiras, com alguns programas de renda e sua base organizada, busca se entranhar no povo, Lula busca se entranhar mais uma vez no centrão, nas classes dominantes e nos acordos de um futuro governo. O PCdoB busca se entranhar nas entranhas desses acordos e o PSOL, busca justificativas cada vez mais com uma retórica freestyle sobre os movimentos de Lula, movimentos que parecem tirar a “liberdade” do “estilo” psolista, até porque, a possibilidade de novas danças da cadeira podem rolar na mesa da Santa Ceia. Num cenário possível, onde conversas começam a extrapolar o confessionário, movimentos como Márcio França desistindo de disputar o Governo de SP e, abrindo mão de ser vice de Haddad, seriam as trombetas anunciando que o PSOL aceitará que Boulos, em vez de lutar pela paróquia (Governo do Estado), será rebaixado para uma pastoral (secretaria). Seria essa mais uma “grande” articulação dos progressistas pela ordem? Não seria a primeira vez, que veríamos mudanças de posições drásticas entre os mesmos, em um texto de 2019, sobre estratégia e tática, São Arcary escreveu a seguinte “passagem”: “há duas estratégias em disputa na oposição a Bolsonaro”, sendo que uma “é defendida pelo PSOL e a outra por Ciro Gomes”, estando o PT “dividido entre as duas”. Tristemente para a militância aguerrida do PSOL, que gostaria de construir uma estratégia independente e em alternativa, vê que as palavras de Valério eram apenas mais uma de suas frases de efeito, onde hoje, o mesmo prega várias dessas ladainhas sem efeito e lastro, como “disputar Lula”. Ao que parece, a única divisão existente é o debate de São Arcary e sua ação política, onde sua estratégia é seguir São Lula. Vejam, é claro que sobre a dança das cadeiras, os possíveis movimentos de Márcio França e o rebaixamento de Boulos, são apenas especulações de minha parte, mas é válido o alerta aos companheiros e companheiras do PSOL, que não deixem seu partido se tornar o Partido do SOL, com Juliano e Arcary orbitando ao redor de Lula e de esquecerem que a Santa Ceia, foi também a última ceia.

O velho Lênin tinha uma máxima muito boa, “quem erra na análise, erra na ação.” Uma frase simples, mas que não nos deixar cair em simplismo e nos ajuda a pensar 2018 e a atualidade, sobre uma ótica crítica aos três atores progressistas, pai, filho e espírito santo. Insistir em desconsiderar o acirramento da luta de classes, em excluir da equação o sentimento do povo brasileiro que vê em Geraldo Alckmin alguém que representa tudo de mais ultrapassado na velha política do país, é apostar na despolitização, processo que ocorreu desde os inícios dos anos 2000 e, que ainda não foi de fato, confessada por seus pregadores. São Lula acha que houve despolitização, mas não diz quem rezou essa missa, afinal, a confissão é um ato feito em particular. O PCdoB só teria algo a confessar, se achasse que despolitização é pecado. E o PSOL, que na época, dizia “estamos vivenciando uma onda conservadora”, frase repetida por São Juliano diversas vezes, sem explicar o que gerou essa onda e, como sabemos, nem no mar, uma onda se forma sem um conjunto de fatores complexos convergirem. Nesse caso, São Juliano, segue ignorando o que é a luta de classes e como ela gera os movimentos da realidade, reforçando uma desarticulação dos pescadores, talvez ao falar de ondas, ele se imagine caminhando sobre as águas, trazendo a boa nova para os seus, quando na verdade, está jogando uma boia para um conservador que se afogava.

Contra isso e por isso, nos restam as armas da crítica. A crítica é a captura do ponto chave da teoria, a teoria é a captura do movimento da história em curso e a história em curso, ainda é a história das Lutas de Classes. A ausência da teoria como guia da ação política é ironicamente, uma roleta russa, a ausência da crítica é a espera do milagre. Lukács em uma entrevista que concedeu à Leandro Konder em – A auto crítica do Marxismo -, tem uma fala importante sobre essa defasagem: “Na raiz da nossa crise, está uma modalidade de oportunismo que é, talvez, a mais grave das deformações que nos deixou Stálin: o taticismo. Ao invés de utilizarmos os princípios teóricos gerais do marxismo para criticar e corrigir a ação prática, subordinamo-los mecanicamente, a cada passo, às necessidades imediatas, as exigências momentâneas da nossa atividade política. Com isso, renunciamos a uma das conquistas fundamentais da perspectiva marxista: a unidade de teoria e prática. A teoria fica reduzida à condição de escrava da prática e a prática perde sua profundidade revolucionária. Os efeitos de semelhante situação são catastróficos. Hoje em dia, infelizmente, todos os PCs são mais ou menos taticistas.”

É válido reforçar que esse desvio é sempre responsabilidade das lideranças e nunca de suas bases. A crítica que faço não é no intuito de enfraquecer o campo da esquerda, antes o contrário, de fortalecer nosso movimento e unificar os setores mais responsáveis e consequentes da luta política no Brasil. Para isso quero citar novamente Lênin, dessa vez no debate das Cartas para Apollinaria Iakúbova, documento disponível no livro ‘O Centralismo Democrático de Lênin’, organizado pela editora LavraPalavra, disse Lênin:

“Como traça a linha que diferencia a tendência saudável e útil da nociva? Eu acredito que não haja necessidade de persuadir você, que já experimentou as “reuniões no exterior”, de que não podemos nos restringir a simples conversa. E não seria ridículo temer a análise da questão na imprensa, já que já foi discutida por muito tempo em cartas e debates? Por que os debates nas reuniões e cartas são considerados permitidos e a elucidação das questões polêmicas na imprensa é considerada “a coisa mais nociva, capaz apenas (???) de divertir nossos inimigos?” É isso que eu não consigo entender. Só as polêmicas na imprensa podem estabelecer precisamente a linha divisória a que me refiro, porque algumas pessoas frequentemente se mantêm inclinadas a ir aos extremos. É claro que a luta na imprensa vai causar mais mal-estar e nos dar algumas boas porradas, mas não somos tão frágeis assim para ter medo de levar porrada! Desejar uma luta sem porradas, diferenças sem luta, seria o cúmulo da ingenuidade, e se a luta for travada abertamente, será cem vezes melhor que o “gubarevismo” estrangeiro e russo, e levará, eu repito, cem vezes mais rápido a unidade duradoura.

[…]

E não há razão para ter tanto medo de uma luta: uma luta pode causar aborrecimento para alguns indivíduos, mas vai clarear o céu, definir atitudes de uma forma precisa e direta, definir quais diferenças são importantes e quais são desimportantes, definir onde as pessoas estão – aqueles que estão indo por um caminho completamente diferente e aqueles camaradas do Partido que só divergem em questões menores. Você escreve que houve erros no Rabótchaia Misl. Claro, todos cometemos erros. Sem uma luta, contudo, como alguém pode distinguir esses erros menores da tendência que se mostra com clareza no Rabótchaia Misl e que atingiu seu ápice no “Credo”. Sem luta não pode haver uma escolha, e sem uma escolha não pode haver avanço exitoso, nem pode haver unidade duradoura. E aqueles que começam a luta agora não estão de forma alguma destruindo a unidade. Não há mais qualquer unidade, ela já foi destruída até o fim. O marxismo russo e a social-democracia russa já são uma casa dividida contra si mesma, e uma luta aberta e franca é uma das condições essências de restaurar a unidade.

Sim, restaurar! O tipo de “unidade” que nos faz esconder documentos “economicistas” de nossos camaradas como uma doença secreta, que nos faz ressentir a publicação de declarações revelando quais visões estão sendo propagadas como visões social-democratas – essa “unidade” não vale um centavo, essa “unidade” é pura hipocrisia, ela só agrava a doença e lhe dá uma forma crônica e maligna. Que uma luta aberta, franca e honesta vai curar essa doença e criar um movimento social-democrata realmente unido, vigoroso e forte – disso eu não tenho dúvidas.”

O velho russo deixa como legado o enfrentamento, a práxis revolucionária e como diria Lukács sobre Lênin, “Só isso, mas sobretudo sua maneira de estudar, abrem um abismo insondável entre ele e todos os empiristas e “políticos realistas”. Não se trata aqui, como também vemos desde 2018, um pedido de autocrítica para São Lula e seus dois apóstolos. E não se trata disso por um único motivo, autocrítica é necessariamente um processo dialético. É um enfrentamento interno que só pode ser realizado de fato, quando se eleva a própria consciência, quando se rompe de vez com o caminho que se estava seguindo, para percorrer um novo e isso exige enfrentar radicalidade com radicalidade. Esse processo para a trindade me parece longe, o que se vê, são confusões com afirmações de auto sacrifício “precisamos abrir mão de um pedaço de nós para o bem maior”, ou a autopiedade abstrata “nosso erro foi ter confiado demais”. No fundo São Lula não se arrepende do pacto com o diabo e reafirma esse pacto com a burguesia ao convidar Alckmin para a Santa Ceia, até porque, lá em 2018, quando todos temiam o Perigoso Geraldo, a realidade o apresentou com 2% dos votos. São Lula sem a presença do ex-perigoso Geraldo, lidera todas as pesquisas, o que só reforça que não passa de um novo – velho – pacto de um – velho futuro – que pode ter tudo, menos progresso para o povo. O PCdoB já está sentado à direita da mesa, São Arcary e São Juliano Medeiros com o PSOL, seguem ainda em clamor para que suas preces sejam atendidas e não precisem dizer as bases que “era o mal necessário”.

Se antes utilizei Lukács para exemplificar a crítica em cima de Stálin e a ausência da mesma no Partido Comunista Soviético, agora uso Stálin para falar sobre o que o movimento da classe trabalhadora organizada em radicalidade foi capaz de fazer nos períodos de crise do Capital. Uma coleção de vitórias com o movimento comunista. Vimos a URSS sair do arado para a era espacial, de um dos países mais pobres do mundo para segunda potência global em 30 anos. A libertação nacional e anticolonial dos países africanos, a revolução cubana, as revoluções na Ásia, as conquistas de direitos históricos para as classes trabalhadoras do mundo e a derrota histórica do nazi-fascismo e recentemente, os desempenhos de China, Cuba, Vietnã e Coréia Popular e Laos, perante a pandemia . Desde a morte de Stálin, foi preciso quase quatro décadas de desmonte e ofensiva burguesa, para que a URSS fosse derrubada, o que no mínimo, demonstra a diferença do que propõe progressistas e comunistas. Ainda que desvios também possam vir de dentro do movimento revolucionário, existe uma diferença substancial de que os progressistas, ao serem derrotados por aqui, bastam 4 anos para (parafraseando Marx) “tudo aquilo que parecia sólido, acabasse se desmanchando no ar”. Os exemplos dados são uma demonstração que, o que me proponho aqui, não é uma crítica moral e fácil à Lula, PCdoB, Valério Arcary e Juliano Medeiros do PSOL, mas é para vermos os processos com maior distanciamento histórico. Termos de forma clara que, enquanto as estruturas capitalistas permanecerem de pé, a resposta dos capitalistas perante suas crises será de radicalizar a conjuntura em todos os níveis. Todos os citados e nominados teriam condições de construir os processos de luta em 2022 de outra forma, tinham condições de lutar por uma esquerda independente, propositiva que derrotasse Bolsonaro, iniciasse uma virada nos ataques da burguesia e ainda, enterraria o tucano e seu ninho. Mas o que vem sendo apresentado é uma série de escolhas que rebaixam a organização da classe e, por isso, prefiro arriscar comer do fruto proibido da luta pela revolução brasileira e da independência de classe, sem diálogos e conciliação com um Judas (Geraldo Alckmin) e os diabos a burguesia brasileira.

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