Neofascismo, autocracia e bonapartismo no Brasil

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“O primeiro problema que se coloca no estudo do fascismo é o da sua especificidade em relação a formas de regime, como a ditadura militar e o bonapartismo, e em relação às outras formas de Estado capitalista. Por outras palavras, será que se pode definir uma forma de Estado capitalista de exceção, distinta das outras formas de Estado capitalista, forma de Estado de exceção essa que recobre, ela própria, diversas formas específicas de regimes de exceção, tais como o fascismo, as ditaduras militares, o bonapartismo?

Esta questão só poderá ser posta, em termos rigorosos, quando se proceder ao exame da crise política, à qual corresponde o Estado de exceção, e das espécies particulares de crise política, às quais corresponde as formas específicas de regime de exceção. Mas, para o fazer, será preciso analisar primeiro o problema do período histórico das formações capitalistas, no interior do qual se apresentam estas crises e esses regimes de exceção. Sob pena de cairmos numa tipologia abstrata, temos de convir em que uma espécie de crise política, que origina uma dada forma de regime de exceção, apresenta não obstante traços diferenciais segundo o período em que surge: um bonapartismo do século XIX difere de um bonapartismo do século XX e o mesmo acontece com as ditaduras militares e os fascismos.” – Nicos Poulantzas

Editora: Instituto Caio Prado Jr.

Organização: Milton Pinheiro, Luiz Bernardo Pericás e Antonio Carlos Mazzeo.

Prefácio: Mauro Luís Iasi.

Com artigos dos organizadores e de Paulo Barsotti, Marcos Del Roio, Lincoln Secco, Marly Vianna, Anita Leocádia Prestes e Gabriel Landi Fazzio.

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Descrição

“O primeiro problema que se coloca no estudo do fascismo é o da sua especificidade em relação a formas de regime, como a ditadura militar e o bonapartismo, e em relação às outras formas de Estado capitalista. Por outras palavras, será que se pode definir uma forma de Estado capitalista de exceção, distinta das outras formas de Estado capitalista, forma de Estado de exceção essa que recobre, ela própria, diversas formas específicas de regimes de exceção, tais como o fascismo, as ditaduras militares, o bonapartismo?

Esta questão só poderá ser posta, em termos rigorosos, quando se proceder ao exame da crise política, à qual corresponde o Estado de exceção, e das espécies particulares de crise política, às quais corresponde as formas específicas de regime de exceção. Mas, para o fazer, será preciso analisar primeiro o problema do período histórico das formações capitalistas, no interior do qual se apresentam estas crises e esses regimes de exceção. Sob pena de cairmos numa tipologia abstrata, temos de convir em que uma espécie de crise política, que origina uma dada forma de regime de exceção, apresenta não obstante traços diferenciais segundo o período em que surge: um bonapartismo do século XIX difere de um bonapartismo do século XX e o mesmo acontece com as ditaduras militares e os fascismos.” – Nicos Poulantzas

Editora: Instituto Caio Prado Jr.

Organização: Milton Pinheiro, Luiz Bernardo Pericás e Antonio Carlos Mazzeo.

Prefácio: Mauro Luís Iasi.

Com artigos dos organizadores e de Paulo Barsotti, Marcos Del Roio, Lincoln Secco, Marly Vianna, Anita Leocádia Prestes e Gabriel Landi Fazzio.

Informação adicional

Peso 0.360 kg
Dimensões 15 × 21 × 2.5 cm

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